terça-feira, 16 de agosto de 2016

CONVERSA COM D. HELDER

Rio, 01.02.1958. Um longo artigo de capa da Visão apresentava a multifacetada atividade de Dom Hélder Câmara no Rio de Janeiro: Assistente Eclesiástico da Ação Católica Brasileira, Diretor do ensino religioso da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Autor de um programa de rádio diário “O Pão Nosso de Cada Dia”, responsável pela saída dos  emigrantes e pela entra dos imigrantes que entravam e saíam do Brasil, membro do Conselho Estadual de Educação, membro do Conselho Federal de Educação e, sobretudo, responsável pela urbanização das favelas do Rio de Janeiro. Diante de tal massa de ações, de gestos, pensei “ou ele é de outro barro, diferente do meu, ou tem um mistério”. Preferi optar pela segunda hipótese. Então lhe escrevi: Dom Hélder, faz de conta que o senhor vai morrer hoje e Deus lhe diz “Ensine a este tudo o que Eu lhe ensinei”. Não precisa me responder. Vou buscar a resposta pessoalmente. Essa carta estava sendo escrita do Recife. Eu me apresentava com a modesta pretensão a substituir Dom Hélder.
Como ia entrar para a Companhia de Jesus no dia 02 de fevereiro de 1958, em Itaici, São Paulo, no dia 1°, estive na casa de Dom Hélder para a conversa em que me revelaria o seu mistério.
Trim... ouvi o despertador tocar. De repente, sai aquele homem minúsculo, com batina e sobretudo. Aproximo-me:
-          Dom Hélder, sou o homem do Testamento Espiritual.
-          Ah, sim. Você está livre?
-          Estou.
-          Então vamos esperar  o bonde.

Aquilo me chocou demais. Como é que um homem tão ocupado ainda tem tempo de esperar o bonde? É que Dom Hélder foi, de fato, um homem que optou pela pobreza. Nunca possuiu um carro. Nós o vemos, às vezes, no estribo do bonde, quase a despencar no asfalto . Prefere estar aí, com o seu Povo, a estar no seu carrão ou mesmo no seu carrinho.
Dom Hélder perguntou:
-          O que você vai fazer da vida?
-          Vou entrar no noviciado da S. J.
-          Ah, eu também desejei muito ser jesuíta. Quando estava no Seminário, em Fortaleza, fui  várias vezes a  Baturité, onde estudam os candidatos a jesuíta .E sempre que voltava fisgado por eles, meu Diretor Espiritual e meu Diretor do Seminário me davam para ler as conferências do Cardeal  Mercier, em que ele exaltava o sacerdócio cristão por sobre a vida religiosa, coisa que não está conforme ao ensinamento da Igreja. O padre Leonel Franca, que era meu Diretor Espiritual, no Rio de Janeiro, disse que eu estava no lugar certo. Não me dei por satisfeito.  Fui ao Padre Aloízio Rioux, então Provincial dos Jesuítas. E também este confirmou que eu estava no lugar certo. Aí, uma vez, um franciscano me abordou, dizendo “Tenho uma mensagem do céu para o senhor: o senhor deve se tornar franciscano”. Então lhe perguntei “onde estão as credenciais de que a mensagem é mesmo do céu? Tentei, recentemente ser jesuíta e eles me disseram que eu estava no lugar certo”
Aí Dom Hélder se voltou para mim e disse:
- Você vai ter as suas regras. Eu criei as minhas regras. Mas, embora estejamos trilhando caminhos diferentes, há, entretanto, um núcleo comum a essas diferenças.

E retomamos a nossa caminhada. Fomos pegar o bonde, mas logo passou um amigo que nos deu uma carona. E fomos para a Escola de Enfermagem Ana Néri, onde D. Hélder celebrava diariamente. A celebração era de alguém que via o invisível e este invisível estaria transbordando de amor e santidade. A sua Missa foi tal que, embasbacado, não percebi que era chegada a hora de mudar o missal do lado da epístola para o do Evangelho. Na época havia esta mudança. A Comunhão lembrava o pelicano que tira do seu peito ensangüentado o alimento para seus filhotes. Assim tirava ele, da âmbula, bem apertada ao peito, o Corpo do Senhor para alimentar os caminheiros na sua caminhada.  Terminada a celebração, fomos tomar um cafezinho e conversar.                                                                                                         Dom        Hélder, qual o seu mistério? -  perguntei-lhe, ansioso. Ele me respondeu:
Eu me esforço por viver o meu batismo. Está vendo estas mãos? E as apertava uma contra a outra. Não são minhas, são de Cristo. Está vendo estes olhos – e apontava para os olhos – não são meus, são de Cristo. Eu só tenho uma tristeza, a de não ser bastante transparente para que os homens não se detenham em mim, mas vão direto a Jesus Cristo.
Repliquei:
-          Ótimo. Tudo bem. Mas como chegar lá?
-          Só duas coisas são necessárias: oração e humildade.

ORAÇÃO Deus tem sido muito  bom comigo. Eu não preciso dormir muito. Vou dormir às 23 horas, meia-noite. Às 2 horas me levanto e me apresento ao Pai, em união com Jesus Cristo, a interceder por todas as pessoas que conheço: o pessoal aqui da favela, que sai de casa sem ter quem os ame e que cai nas ruas esquecido e  abandonado por todos. E não apenas daqui da favela. Todos os meus conhecidos, por quem intercedo junto ao Pai. E não só os conhecidos, Mas os completamente estranhos.. E não só os de hoje, mas os que virão no futuro. Então, ele se aproximou do meu ouvido e segredou: “Quando os meus ossos forem pó, ainda haverá gente beneficiando da minha oração.” Aquelas palavras caíram na minha alma como uma pedra num poço.
HUMILDADE. Ninguém chega à humildade a não ser pela humilhação. E, ninguém passa pela vida sem  4 ou 5 humilhações de 1ª Classe com oitava privilegiada. E diante de tais humilhações só há duas respostas: a do pagão, que se revolta, e a do cristão, que se submete, como Cristo.
             Eu estava no Seminário. A professora de Psicologia começou a ensinar umas barbaridades. Todos ficavam calados. Até que eu, me  levantei e me pus a contestá-la. A partir daí, no Seminário só se falava em Hélder, Helder, Helder.  Até a Fortaleza intelectual havia se voltado para a polêmica. Que já transbordara para os jornais. A certa altura dos acontecimentos, Monsenhor Tabosa, Reitor do Seminário, mandou chamar-me.
Bati à sua porta. Ele me convidou para entrar:
-          Ah, eu soube que o senhor está escrevendo uns artigos.
-          Sim, monsenhor. A professora de Psicologia estava ensinando umas barbaridades. Era preciso que alguém lhe desse uma resposta, era preciso que alguém, diante dela ousasse defender a nossa fé. 
-          Eu tenho uma coisa para lhe dizer:
-          Pois não Monsenhor.
-          O senhor ontem escreveu o seu último artigo.
-          Mas, monsenhor, deixe-me, ao menos, responder ao de hoje!
-          O senhor, ontem, escreveu o seu último artigo. É só o que eu tenho a dizer.
-          Aí desabou sobre mim uma grande tempestade: “isso é um velho rabugento, um alienado, você é que é o defensor da fé, você é que sentiu as necessidades da Igreja, você é que percebeu os sinais dos tempos e traduziu essa percepção em ação iluminada....
- Fiquei profundamente chocado com a oposição intransigente de Monsenhor Tabosa; inclusive com a perspectiva de sair do Seminário: se teimasse em escrever. Veio lá, do mais profundo de mim mesmo, o recurso a Maria: minha  Mãe, não me deixe sair daqui assim, em tempestade, daqui assim, eu não saio. E fui me encaminhando pra capela Aí me lembrei do Evangelho do dia,  29 de Julho, dia de Santa Marta: “Marta, Marta, por que estais preocupada com tantas coisas, só uma é necessária”. E de fato, eu estava me preparando para receber a tonsura, uma coroa que não é de louros  mas  de espinhos, não é de glória, mas de ignomínia e eu me inchando de orgulho. Com estes e outros pensamentos, ao longo de 3 horas fui     apaziguando o meu espírito, recuperando a minha serenidade interior. Por que? Porque acatara  a  minha 1ª e maior humilhação, até então vivida, a de 1ª classe com Oitava privilegiada.. .
 Quando saí da capela, percebi que os meus colegas seminaristas se reuniram no Refeitório para fazer uma manifestação de apoio a mim e de rebelião ao superior. Ai vivi o maior drama da minha vida: decepcionar os que me defendiam e alegrar os que me humilharam. Abracei então, com toda a coragem, com todas as forças, a maior das humilhações vividas até então. Aos meus colegas que me exaltaram e achincalharam meu superior gritei: “Bendito o homem que furou o balão do meu orgulho”. Foi um grande balde de água fria em todos os presentes. Então comentou: “Se eu tivesse me rebelado, teria perdido a vocação e não sei se também a fé. Mas, o ter-me submetido salvou-me a vocação, a fé. E Até hoje as maiores graças que DEUS me tem dado tem sido no dia 29/07, comemorando por assim dizer, a primeira humilhação abraçada de todo o coração.”
Dom Hélder, que após o ano de 64, tornara-se um homem proibido aqui no Brasil, não podendo nem ele falar, nem ninguém falar sobre ele; foi chamado, pelos cinco continentes a dar o testemunho de sua vida e a iluminá-los com a luz de sua sabedoria. Ele que fora assim humilhado foi escolhido três vezes consecutivas para prêmio Nobel da Paz. E por estas três vezes  foi impedido de ganhar o prêmio pelas autoridades brasileiras. Em compensação ganhou o prêmio Popular da Paz, três vezes mais valioso que o Nobel..
Dom Hélder, que convidara o Padre José Comblin e François Houtard, da Europa, Padre Henrique Cláudio da Lima Vaz e Alceu Amoroso Lima, do Brasil, para refletirem sobre temas do concílio, e fora proibido por seu superior eclesiástico D. Jaime de Barros Câmara e teve que mandar de volta os teólogos europeus, passando um grande vexame, este D. Helder foi reconhecido por pesquisa de padres suíços como a personalidade mais influente do concílio. Os homens sempre quiseram humilhá-lo, mas DEUS sempre o exaltou.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Mensagem de Ano Novo.

  1. Comecei a escrever uma Mensagem de Ano Novo. Mas sumiu. Retomei, sumiu outra vez. Era aquela de "PERDOA-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TÊM OFENDIDO" e a outra versão antiga: "PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES" e começava por nós, pessoas físicas, com CPF, e depois pessoas jurídicas, com CNPJ, quer privadas quer públicas. Todas as Micro, Médias e Grandes Empresas, Nacionais e Multinacionais, com dívidas legais ou ilegais, lícitas ou ilícitas
    . Quem sabe, o rombo causado pelos salários orgíacos, criminosos, de lesa a pátria, com os benefícios, aposentadorias especiais do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional, do Senado, a Câmara Alta, da Câmara dos Deputados Federais, agora rebaixada pelo seu Presidente até DEUS sabe onde! Quem sabe, esse rombo em vez de ter-se acumulado ao longo dos anos, sem essa criminosa despesa, em vez de rombo não teríamos agora um superavit? Todos mamando, sem ninguém admitir que lhe tirem a teta da boca, a Viuva vai acabar hesaurida, esgotada,"que nem o leite do pranto tem que dar" pra seus filhos famintos, doentes, nos corredores dos hospitais, na miséria e na IGNORÂNCIA, embora nessa Pátria Educadora! Mas, nós, o Povo que temos o poder de admitir e demitir os que darão destino aos trilões arrecadados, trocamos este PODER por um par de havainas, ou quando muito por um cheque ou pela nomeação de um filho nosso que passou num concurso e espera ocupar uma vaga, às vezes onde não cabe mais ninguém. Neste nosso regime em que o POVO ESTÁ NO PODER, NÓS SOMOS OS PRIMEIROS CORRUPTOS. E que podemos colher senão o que plantamos? Queira DEUS, 2016 SEJA O COMEÇO DA NOSSA CONVERSÃO, E ASSIM NOMEEMOS SUBALTERNOS NOSSOS, SERVIDORES NOSSOS. OS SERVIDORES PÚBLICOS ESTÃO AÍ PARA SERVIR O PÚBLICO. NÓS É QUE SOMOS O COMEÇO DE TODOS OS DESVIOS. NÓS COLOCAMOS LÁ PESSOAS PARA SE SERVIREM DO PÚBLICO, PARA TEREM UM BOM SALÁRIO. NÃO PARA RECEBEREM UM SALÁRIO JUSTO PARA SERVIREM O PUBLICO. BASTA! BASTA!! BASTA!!! O POVO NO PODER PARA ADMITIR QUEM SIRVA O POVO. E SE NÃO SERVIR O POVO, O POVO DEMITIRÁ. O POVO  realmente no PODER: EIS A ÚNICA SOLUÇÃO. MAS UM POVO DIGNO, NÃO CORRUPTO. UM POVO CONSCIENTE DO SEU PODER DE ADMITIR  E DEMITIR. UM POVO CONVERTIDO AO BEM COMUM E NÃO EMBRIAGADO PELOS MILHÕES OU MERRECAS DE SEUS PRÓPRIOS BOLSOS.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A MORTE DE EDUARDO CAMPOS



 AO POVO BRASILEIRO


                               Cremos que a morte de Eduardo Campos é uma Intervenção de DEUS fortíssima em favor do Brasil.
                   Outra morte, no passado, fez mais pelo Brasil do que a vida. A de João Pessoa. O vice de Getúlio Vargas, -- João Pessoa --  elegeu Getúlio, superando Washington Luiz, governador de São Paulo, por sua morte. A viagem do corpo de João Pessoa, então Governador da Paraíba, desde o Recife até o Rio foi levantando o Povo Brasileiro que chegou ao Rio tornando Getúlio o Presidente do Brasil. E mais, o manteve no Poder apesar da tentativa de revolta dos paulistas. E este Presidente, apesar de Ditador, foi reeleito após a Ditadura, porque o Poder nas suas mãos estava a Serviço do Povo Brasileiro. O início dos seus Discursos -- Trabalhadores do Brasil, a Legislação Trabalhista, a CLT, a sua luta pelo Brasil, dono do seu destino, o seu nacionalismo corajoso, os novos Padrões da Administração Pública com a Fundação Getúlio Vargas, a luta pelo Petróleo, O PETRÓLEO É NOSSO, deram à morte de João Pessoa, um significado semelhante à morte de Eduardo Campos.
                   Todos confessaram que Eduardo Campos vinha com uma competência e uma força, uma jovialidade e um idealismo que sua morte, por assim dizer transfere a todos os candidatos, desde Marina, sua Vice, até ao candidato menos expressivo mas dotado da humildade e do reconhecimento necessários para fazer da Plataforma de Governo de Eduardo Campos a sua Plataforma.
                   Sem dúvida, por sua afinidade Histórica, os partidos e os líderes que provavelmente estão mais próximos de herdarem a Plataforma de Governo de Eduardo Campos -- Acreditemos no Brasil, é aqui que vamos criar nossos filhos -- são o PSB e o PT, e os líderes  Marina e  Dilma.
                   O Brasil precisa do sangue novo de Eduardo Campos. E o PSB com seus coligados, tendo à frente Marina, ou o PT com seus coligados, tendo Dilma à frente são provavelmente os partidos e os líderes, que vencedores ou não, trabalharão com toda energia por este Brasil onde queremos criar nossos Filhos.                        Qualquer dos Partidos podem ser herdeiros da injeção de Vida que Eduardo Campos trazia para o Brasil, também ele, vencedor ou vencido.
                   A nós, Povo Brasileiro, termos o discernimento de SENTIR qual a coligação de partidos, liderados por quem quer que seja, dará ao BRASIL o futuro que os nossos Filhos sonham e pelo qual lutam.
                   De minha parte, creio que a própria militância de Marina e de Dilma no PT INVESTE-O da responsabilidade e da humildade de abraçar o que em Eduardo Campos é mais que o PT e até mesmo que o PSB. É o BRASIL, com suas insuspeitáveis promessas e realizações. 
                   O BRASIL não é uma parte nem um partido. Isto é o que importa. É a Pátria de todos, de todos os que foram até hoje esquecidos, de todos que até hoje não entraram em nenhuma estatística.
                   A Família belíssima de Eduardo Campos é a maior herança que ele nos deixa. A sua coragem de confessar que sem sua Mulher ele não estaria ali, disputando a Presidência da República é a prova evidente do que é para ele a FAMÍLIA.
                   A FAMÍLIA, essa Instituição fundamental, que, quando apoiada, constrói toda e qualquer pessoa. Mas desamparada, a destrói. A FAMÍLIA, a construtora do mundo Futuro é o grande sonho e a grande realização que Eduardo Campos deixa ao Brasil e aos Brasileiros. Sermos todos nós uma grande FAMÍLIA! Uma COMUNIDADE DE AMOR. Aí seremos mais que um BILHÃO,   porque seremos UM.
                   EDUARDO, intercede por nós junto ÀQUELE, que na véspera de sua morte suplicou ardentemente ao PAI:
QUE TODOS SEJAM UM ASSIM COMO NÓS SOMOS UM, EU EM TI E TU EM MIM, PARA QUE SEJAMOS CONSUMADOS NA UNIDADE. E POSSAMOS DAR AOS NOSSOS IRMÃOS, OS OUTROS PAÍSES, ESSE ESPETÁCULO DE UNIDADE:
EU NELES E TU EM MIM, PARA QUE O AMOR COM QUE ME AMASTE ESTEJA NELES E EU NELES.


José Gerbasi Furtado

quinta-feira, 10 de julho de 2014

SE VOCÊS PERMANECEREM EM MIM E AS MINHAS PALAVRAS PERMANE-CEREM EM VOCÊS, TUDO QUE VOCÊS PEDIREM LHES SERÁ CONCEDIDO

Eis,  SENHOR,  o que LHE peço:
Que todos os dias, FAÇAMOS,  em UNIÃO COM JESUS CRISTO, a sua ORAÇÃO SACERDOTAL( Jo,17), e leiamos os textos litúrgicos propostos pela Igreja e a Oração por nossa FAMÍLIA.
1. Que eu permaneça em VOCÊ e que VOCÊ permaneça em mim. E assim como VOCÊ permanecia no PAI e o PAI fazia em VOCÊ as suas obras, VO-CÊ   permaneça  em mim e VOCÊ faça em mim as suas  obras.
2. Que nós, Cenize e Eu, nos amemos como aquele casal de Caná. Que VOCÊ nos ame como sua Esposa, Igreja Doméstica. E que nós dois e nós dez O amemos como nosso Esposo! Que o AMOR que nos una SEMPRE, seja o mais forte dos amores, o AMOR NUPCIAL!
3. Que nós caminhemos ao ritmo um do outro. Que ninguém vá muito à frente e o outro fique tão atrás que se separem! Não!  Que estejamos caminhando no mesmo ritmo! Que assim amemos nossos filhos! Dá-me SENHOR, a energia, a agilidade, a solicitude, o AMOR que ela tem pelos nossos filhos. Que eu também os ame,  ao meu modo de Pai,  tanto quanto ela  os ama, ao seu modo de Mãe!
4. Que nós nos organizemos para APOIAR OUTRAS FAMÍLIAS.  Que estas, APOIADAS E AMADAS E UNIDAS  SE T0RNEM   O COMEÇO DE UM MUNDO NOVO. Que esta Organização DAS FAMÍLIAS TENHA a última palavra em matéria de FAMÍLIA.  À Semelhança da ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS,  A ORGANIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS UNIDAS comece  a existir para apoiar a FAMÍLIA Contemporânea, fortalecê-la, TORNANDO-A APTA A CUMPRIR SUAS GRANDIOSAS MISSÕES:
Manter os cônjuges UNIDOS, NUMA COMUNIDADE DE AMOR, QUE ENVOLVA TODOS OS FILHOS NESSE CLIMA DE AMOR.
Responsabilizar-se pela educação dos filhos, que vai consistir, sobretudo em viver diante deles o próprio AMOR.
Especialmente, estar atenta às transformações por que passam seus filhos , quer homens, quer mulheres, evitando que as drogas os destruam.
Manter os pais em casa, amando-os com muito carinho, dedicados aos netinhos, e não largando-os num asilo onde, salvo raras exceções, vão morrer de tristeza.

Mantendo-se vigilantes com relação aos filhos,  para que não sejam seduzidos para o trabalho escravo, ou tráfico humano.






5. SENHOR, eu quero também Rezar o ROSÁRIO com todas aquelas intenções:
5.1 Pela FAMÍLIA COELHO FURTADO, até os últimos detalhes dos familiares, afilhados e amigos, para que nos tornemos  uma CA.
5.2 Pelo Brasil, Região por Região, pedindo pelas FAMÍLIAS de cada Re-gião, CONHECENDO CADA VEZ MAIS A SUA PROBLEMÁTICA, para que se tornem COMUNIDADES DE AMOR.
5.3 Pelo mundo, pedindo intensamente, por cada continente, África, Américas, Ásia, Europa e Oceania. Por suas FAMÍLIAS, conhecendo cada vez mais, em concreto, como vive cada FAMÍLIA: seus dramas, os desafios que enfrentam. FAMÍLIAS contemporâneas são desafiadas por problemas bem mais complexos que FAMÍLIAS do passado. Superando esses obstáculos, e para superá-los, que possamos viver, TODOS como uma ÚNICA COMUNIDADE DE AMOR.
5.4 Pelas FORÇAS VIVAS. Para unir-me a elas. Aprender delas tudo que possam me ensinar. Ensinar também eu a elas o que VOCÊ me tenha ensinado.  Que, quanto antes, possamos, em nossa FAMÍLIA, aqui em Belô, em Recife, João Pessoa,  todo o Brasil e todo o Mundo possamos levar a nossa Mensagem:  Que através do Rosário, da Missa, de toda a nossa VIDA FEITA ORAÇÃO, QUE A FAMÍLIA se torne uma COMUNIDADE DE AMOR.
6. A MISSA, SENHOR, eu quero também participar do teu SACRIFÍCIO DIARIAMENTE. Você mesmo nos disse "FAÇAM ISTO EM MEMÓRIA DE MIM". É isto que eu quero: ESTAR SEMPRE LEMBRADO DO SEU GRANDE AMOR POR MIM E POR TODOS. "NINGUÉM TEM MAIOR AMOR DO QUE AQUELE QUE DÁ A VIDA PELOS SEUS AMIGOS".
7. RESTAURAÇÃO COMPLETA. Para que isto seja concretamente possí-vel, dia a dia, RESTAURA, SENHOR AS MINHAS FORÇAS FÍSICAS. RESTAURA,  SENHOR,
- O meu pé esquerdo        A minha mente                  Os meus olhos
- O meu joelho direto      A minha memória            Os meus ouvidos
- O meu lado direito         A minha respiração        A minha boca
SENHOR,  acaba, com
- minha bipolaridade
- minha obesidade                                - meu sobrepeso
- minha hipertensão                              - minha disfunção erétil
- minha insuficiência renal                - minha artrose          
- minha apneia                                          - minha urgência urinária
- meu ronco                                                 -minha hesitação


SENHOR, DÁ-ME FORÇAS PARA FAZER HOJE O QUE TEM QUE SER FEITO HOJE. NADA DE ADIAR PARA MANHÃ O QUE TEM QUE SER FEITO HOJE. E É PRÉ-REQUISITO PARA AS COISAS QUE DEVEM SER FEITAS AMANHÃ. 

NÓS,   ESTE OUTRO NOME DE DEUS.


                PAI, É CHEGADA A HORA DE, COM NOSSOS FILHOS, COM NOSSOS FAMILIARES, COM NOSSOS AMIGOS AGRADECERMOS A TI  POR NOSSOS 45 ANOS  DE RELACIONAMENTO E POR NOSSOS 42 ANOS DE CASADOS, DE  NÓS.

                Um EU plenamente  identificado consigo mesmo, sendo ele mesmo, satisfeito de ser ele mesmo,  e o sendo em toda plenitude,  e um TU,  em idênticas condições, também sendo ele mesmo sem nenhuma vontade de ser outro, encontram-se, deslumbram-se, e a partir desse ENCONTRO só desejam uma coisa: SEREM OS DOIS UM SÓ: SER UM NÓS. Todo aquele empenho de ser ele mesmo só tinha uma finalidade, um desígnio, ser para o OUTRO, ser um NÓS. Não há NÓS sem que o EU o TU sejam absolutamente eles mesmos. Antes do ENCONTRO ninguém abre mão de ser ele mesmo, idêntico a si mesmo, diferente de todos os outros, EM SI. Mas esta sedução de Liberdade, de ser EM SI, livre, para ir em qualquer direção, se descobre como ilusória quando outra descoberta maior se impõe: A DESCOBERTA DO OUTRO. Esse OUTRO,  para o qual  eu fui criado, para ser  UM com ele. E toda a minha liberdade só tem sentido enquanto me mantém livre para ser UM com ELE. E só sou UM COM ELE porque livremente o escolhi. É aí  que NÓS descobrimos que somos mais que  um milhão, porque  SOMOS UM.    Quando minha Mulher e eu ou eu e ela somos os dois UM, a unidade que nos une é mais poderosa que a unidade de um milhão, é a divina, é a UNIDADE do EU e do TU no NÓS, do PAI e do FILHO no AMOR, que é o ESPÍRITO SANTO. É  aí que o NÓS  passa a ser  ESTE OUTRO NOME DE DEUS.  Quando DEUS disse "Façamos o homem à nossa imagem e  semelhança", o termo usado e traduzido por homem não foi um substantivo masculino singular, foi um coletivo, por isso na continuação "que dominem os peixes do mar, as aves do céu, os animais da terra"Gn1,26. 
Portanto, esse termo coletivo é o que melhor corresponde "à nossa imagem e semelhança", porque DEUS também não é  um ser masculino singular, é um coletivo, é um NÓS:   PAI, FILHO, e ESPÍRITO SANTO, FAMÍLIA DIVINA, COMUNIDADE DE AMOR.
É assim que doravante vamos encarar a FAMÍLIA, COMUNIDADE DE AMOR, `a imagem e semelhança de DEUS. Foi assim que a Constituição Pastoral, GAUDIUM ET SPES, do Concílio Ecumênico Vaticano II, no nº 47, definiu a FAMÍLIA: COMUNIDADE de AMOR. É a partir deste paradigma, deste modelo que vamos entender que uma Comunidade seja FAMÍLIA: isto é, que os membros se recebam e se entreguem um ao outro, no AMOR. E que desse acolher-se e entregar-se mútuo brote a VIDA. Brote tudo que a VIDA EXIGE para crescer, o AMOR.
                Feita essa introdução teórica, vamos à VIDA. Creio que dividí-la em três partes vai ajudar-nos a compreender melhor o emaranhado das nossas decisões e da ação divina, vindo em nosso socorro, acabando por tornar a obra de nossas loucuras, mais bela, por causa da ação de sua Sabedoria e do seu Amor Onipotente.
A 1ª parte, é essa que começa com o bilhete.
A 2ª, é a que começa com o NÃO de Papai: Não vou ao seu casamento.
A 3ª, é a que tenta ver a nossa vida toda com os olhos de DEUS: "Com AMOR ETERNO EU TE AMEI DEI A MINHA VIDA POR AMOR."
1ª PARTE: O BILHETE
"Ger, esses, que te procuram pra te prender, não sabem das tuas intenções, mas eu sei. E se você for preso eu quero ir para a prisão cm você". Isso estava escrito num bilhete que eu recebi no dia 10 de Novembro de 1969. Tinha ido para o Mosteiro de Olinda, dos Beneditinos, na noite de 09 de Novembro de 1969, onde dormi, para não ser preso em Recife, onde morava, na Vila Rurbana de Dois Unidos.
Até hoje, 29 de Maio de 2014, 45 anos depois, nada me aconteceu que mexesse comigo como aquele bilhete. Fiquei pasmo! Alguém abrir mão de sua liberdade, o maior dom que DEUS nos deu, para, espontaneamente vir para a prisão comigo! Era um AMOR que ultrapassava a minha compreensão!            Preferir ficar presa comigo a gozar sua liberdade! Era demais para a minha pequenina compreensão! Nada me tornou mais capaz de AMAR do que ser assim amado! Naquele dia eu nasci para o AMOR. Foi aí que eu vi que só quem é assim muito amado é capaz de amar! E essa menina, que me mandou esse bilhete tinha menos da metade da minha idade! Tinha 15 anos e eu 32. E tanta capacidade de amar!  É que o seu coração é uma terra boa.
                No dia 25 de Março, deste mesmo ano de 1969, tínhamos, ela, sua melhor amiga, Edemezina e eu,  feito o Pacto GEN, Geração Nova, de nos amarmos até dar a vida pelo outro. No coração dela essa semente da Palavra caiu em terra boa e deu fruto a cem por um. Hoje estou deslumbrado com o desígnio de DEUS: Hoje estamos presos  um ao outro,  por umas algemas mais fortes que as que me esperavam em Dois Unidos. Hoje, as algemas que nos prendem um ao outro são as algemas de um grande AMOR, TÃO GRANDE QUE NOS LEVOU A GERAR 10 FILHOS.
                Mas um AMOR muito grande não nos põe a salvo de grandes lutas.  Não é porque nós nos amamos muito que entre nós tudo corre às mil maravilhas. Ah! Quantas vezes, nesses 42 anos de casados e 45 de relacionamento não quisemos chutar o balde?!. Quantas vezes a vida parecia ter perdido o seu encanto, as maravilhas do primeiro amor!
                Recuar um pouco para antes do nosso relacionamento vai nos ajudar a ver o lado direito do bordado. Dizem que a vida é como um bordado. Em algumas fases da vida a gente só vê o avesso. Tudo confuso linhas em muitas direções, se entrecruzando, indo para frente e para trás, sem sentido. Do lado direito do bordado tudo uma beleza. Tudo cheio de muita arte e sabedoria! 
               
                Vocês não sabem do meu estado de Espírito quando de minha saída da Companhia de JESUS, em  28 de Dezembro de 1968! Quando não existia nem ela nem vocês! Não sei como consegui sobreviver! Fui aconselhado pelo P. José Arnaldo de Melo, Provincial da Companhia de JESUS, em 1968, a pedir para sair. Desde Junho daquele ano, fiquei tentando deglutir aquele paralelepípedo! Ouvir do P. Arnaldo,  aquele conselho, "se eu fosse você pedia para sair", era atordoante demais! Aquele mesmo homem que me dissera, há 14 anos: "você é um eleito de DEUS!" agora vir com tal conselho, era demais!   "Não vou mandá-lo embora porque você tem sido um religioso exemplar. Mas, peça para sair. Você não está no seu lugar".  E este homem, num total despojamento, com toda a VERDADE, sem querer me pescar, me disse: "se eu fosse você,  pediria para sair". O ter sido, por 14 anos, um Religioso exemplar, não  o movia a me fisgar! O que ele quis mesmo,  foi num total desprendimento, generosamente,  com muita verdade, foi ver-se livre de mim! E foi assim que me senti: um trapo humano, rejeitado por quem mais poderia desejar-me! Um troço reciclável que não despertava o mínimo interesse de nenhum daqueles que antes me viram como eleito de DEUS.  Talvez desse para alguma coisa, se não morresse antes!
                E coitada da menina que se engraçasse de mim e quisesse fazer a loucura de querer casar comigo!
                Era esse o meu estado de espírito , quando, em 28 de Dez de 1968  saí da Companhia de JESUS, sem ânimo de voltar para a casa de meus pais. Não  me dissera Papai que um filho que quisesse ser Padre ela não abençoava, antes queria ver morto?  Não voltei para casa. Fui acolhido por D. Baixinha e seu José, na sua casinha bem pobre, em Dois Unidos.
                Foi então que apareceu a menina do bilhete.
                Hoje somos uma Família que ousa tentar, apesar de todas as dificuldades, ser uma COMUNIDADE DE AMOR! HOJE, somos 12: nós dois  com vocês 10. E o que seremos?  Só ELE sabe. JUNTOS,  com vocês, e suas Famílias  somos uma Nova Família  capaz de contribuir para a Construção de  um  Mundo Novo.  Não será isso o que ELE espera de nós? Ou espera ainda algo mais,   além disso? Estejamos atentos!  Quem  sabe, ELE nos falará e nós O ouviremos!  SHEMÁ, OUVE,   Casa de José! "Derramarei  bênçãos e mais bênçãos sobre vocês!"  A quantos Casais dei 10 filhos?!  Schemá, Casa de José, vai agora socorrer as Famílias desfeitas, esses que não têm mais suas casas, seus lares, suas Esposas, seus Esposos, seus filhos, suas Mães! Seus Pais!
De mãos estendidas, vamos acolher os nossos irmãos. Vamos levantar-nos, vamos cingir-nos com uma toalha, vamos lavar-lhes  os pés, as mãos, a cabeça! Vamos SERVI-LOS.
                OBRIGADO, MEU PAI , PELOS 14 ANOS DE COMPANHIA DE JESUS, OBRIGADO PELOS 45 ANOS VIVIDOS FORA DELA, E SOBRETUDO, PELOS 76, VIVIDOS,  DESDE QUE ME CHAMASTE  DO NADA AO EXISTIR. O SENHOR FEZ EM NÓS MARAVILHAS,  SANTO É SEU NOME!

               
Incansavelmente, todos os dias clamamos:

1. PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, FAMÍLIA DIVINA, COMUNIDADE DE AMOR (GS, Nº 47), glorifique a nossa FAMÍLIA para que a nossa FAMÍLIA GLORIFIQUE a Sua (Jo 17). A nossa: nós dois, José Geraldo, Ana Maria, Ana Luiza e Giulia; João Paulo, Maria Renata, Ana Tereza e João Pedro; André Filipe; Tiago, Keyla, Izabela, Gabriel, e Nícolas; Ana Beatriz, Bruno Rafael, Pedro, Ana Laura e Davi; Maria Estefânia e Bruno Marinho; Maria Clara e Henrique; Ana Luiza; Pedro e Carol; Lucas e Lívia e todos os Familiares e Amigos de Cenize, como todos os meus Familiares e Amigos.
2. PAI QUERIDO conceda-nos, as suas bênçãos, do acordar ao adormecer de cada dia de nossa vida, para irmos transformando-nos numa COMUNIDADE DE AMOR, (CA)! Uma Comunidade que se relacione como a sua: cada um acolhendo o outro e a ele se doando, sem medo de ser rejeitado, antes, lançando-se aos seus braços  contando com seu total acolhimento.
3. JESUS, que as suas bênçãos nos alcancem esse relacionamento de total acolhimento e de total entrega.  Entrega de si e de tudo o que tem e é, ao outro.  Que nós ousemos nos amar como JESUS, sem medo do que venham a dizer os que ignoram as maravilhas  do Espírito, agindo em nossa  carne e em nosso espírito.
4. ESPÍRITO SANTO DE DEUS, com suas bênçãos, sustente-nos nesse esforço. Queremos relacionar-nos com cada familiar, com cada Amigo como vocês. Queremos transformar-nos, ao longo de toda a nossa vida, em COMUNIDADE DE AMOR. Que, naturalmente, nós consigamos levar esse clima de FAMÍLIA, de COMUNIDADE DE AMOR  para o nosso ambiente de trabalho, para o nosso ambiente de lazer e para todos os ambientes que frequentamos e que viermos a frequentar  e especialmente para as nossas Amizades.
5. PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, FAMÍLIA DIVINA, COMUNIDADE DE AMOR, conceda-nos tornar-nos cada dia mais, aqui na terra, sua Presença Atuante. Que as suas bênçãos sejam um Poderoso Fermento que vá mudando as FAMÍLIAS Contemporâneas em FAMÍLIAS NOVAS, FAMÍLIAS SAL-DA-TERRA, FAMÍLIAS LUZ-DO-MUNDO.
6. Maria e José, FAMÍLIA que mais que qualquer outra sofreu tanto! Maria, você mãe solteira, que correu o risco de ser repudiada pelo esposo,  José e  apedrejada pelo povo; e você, José, que sofreu as dores de uma bem fundada traição, tanto que já planejara abandonar sua amada e incompreendida Esposa! Vocês, que, "Meu Filho, por que agiste assim conosco? Porque teu Pai e eu, aflitos,  por 3 dias,  te procurávamos"! Por que me procuravam? Não sabiam que devo estar na casa de meu PAI? E, por assim dizer, tiveram sua Paternidade e  Maternidade questionada!
7. Você,  Maria, Mãe das Dores, que foi submersa num oceano de dor, ao ver, no seu colo, o FILHO do seu AMOR, traído, torturado, coroado de espinhos, rei de teatro, tido por louco, esmagado pela cruz, uma, duas e três vezes, nela pregado, a mais ignominiosa das condenações! Abandonado  pelos  homens e pelo  próprio  PAI,  o AMOR! Você que semeou a chorar,  agora, graças a esse FILHO DIVINO, tão mal conhecido,  está colhendo a  cantar, participando do seu gozo e de sua Glória! Maria, Mãe do Ressuscitado,  quase que mais glorificada que seu próprio FILHO,  elevada ao céu em corpo e alma.
8. Maria, José e JESUS, a FAMÍLIA mais torturada pelo sofrimento e a mais inundada pelo gozo e pela Vitória da Ressurreição, alcancem-nos, para nossas FAMÍLIAS, essa mesma vitória, esse mesmo gozo. Alcancem-nos a perseverança, a paciência para não chutarmos o balde, mas antes, lutarmos até a VITÓRIA DEFINITIVA da FAMÍLIA NOVA, A VITÓRIA DEFINITIVA  DO MUNDO NOVO. Amém.
Em vez de ficarmos, parados,  esperando a morte chegar, nos lançamos à luta, impelidos pelo PODER DO ESPÍRITO SANTO, e estamos  esperando a TESE chegar, a TESE de Doutorado. Porque essa é a ousadia que nos dá o PODER A SERVIÇO DO AMOR: aos 77 anos lançar-nos na aventura do Doutorado: Um estudo sobre o Matrimônio e a Família. Porque esta é a nossa Fé: Nós só teremos um MUNDO NOVO  que brote de uma FAMÍLIA NOVA. E TODO ENCANTO, TODO DESAFIO QUE NOS SUSTENTA É ESTE:  Contribuir para a passagem, ou a PÁSCOA da Família Contemporânea para a FAMÍLIA NOVA, INSTAURADORA DO MUNDO NOVO. 

Meus filhos, eu creio que a oração é imprescindível à nossa vida como o respirar. Vocês certamente já descobriram essa verdade. Com este pequeno presente não estou querendo substituir a oração que vocês fazem. Quero apenas dar-lhes a conhecer como eu vivo esta necessidade quase que fisiológica: a necessidade de conversar com o PAI, o FILHO e o ESPIRITO SANTO.






e

FAMÍLIA NOVA, MUNDO NOVO.



ESTA É A NOSSA FÉ: NÃO HÁ MUNDO NOVO SEM FAMÍLIA NOVA.

NÃO HÁ FAMÍLIA NOVA SEM PARTIRMOS DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA: A PÁSCOA DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA PARA A FAMÍLIA NOVA É O DESAFIO A QUE NOS CONVIDA O ESPIRITO SANTO. E ESTE DESAFIO DO ESPÍRITO SANTO ESTÁ EXPLÍCITO NA VIDA DE JESUS: QUEM QUISER VIR APÓS MIM, RENUNCIE A SI MESMO, TOME SUA CRUZ CADA DIA, VENHA E SIGA-ME. E ELE, JESUS,  quis garantir aos que com ELE se lançassem a essa empreitada,  QUIS GARANTIR a ALEGRIA  de QUE O PAI LHE  concederá que com ELE estejam aqueles que o PAI lhe dera, PARA QUE ELES VEJAM A GLÓRIA QUE O PAI LHE DERA PORQUE O AMARA DESDE ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO MUNDO.
            Esta PÁSCOA da FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA para a FAMÍLIA NOVA é conduzida pela própria FAMÍLIA. Inicialmente, na informalidade, mas, nas últimas instâncias, pela FAMÍLIA ALTAMENTE ORGANIZADA. A FAMÍLIA ORGANIZADA NUMA ORGANIZAÇÃO DE FAMÍLIAS UNIDAS.
            Até chegarmos lá, vamos caminhando na informalidade. Mas chegará a hora em que a informalidade não será suficiente. Assim como as Nações, após a 2ª Guerra Mundial, viram que seria impossível evitar uma 3ª Guerra Mundial  sem as Nações se Organizarem em uma ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, também a FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA vai concluir que não conseguirá evitar o esfacelamento e a destruição total da FAMÍLIA, se não se organizarem em uma ORGANIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS UNIDAS.
            O mundo precisa descobrir que esse processo de autodestruição só estancará quando se  desencadear um processo de CONSTRUÇÃO: as trevas só começarão a desaparecer  quando começar a surgir uma grande LUZ; o tumulto da guerra só se esvairá quando o MUNDO COMEÇAR A SER INUNDADO POR UMA  GRANDE PAZ; a  morte só deixará de causar pavor à  VIDA  quando AQUELE QUE É A  VIDA DESMORALIZAR A MORTE por sua RESSURREIÇÃO.  
ESSE PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO NOVO  coincide com um imprescindível apoio à FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA. Esse Apoio coincide com essa PÁSCOA da FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA para a FAMÍLIA NOVA.
            Já que a PÁSCOA para a FAMÍLIA NOVA pressupõe um conhecimento, o mais válido possível  da FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA é claro que temos de partir de uma ANÁLISE CRITICA da FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA. Análises feitas e por fazer.
            Antes de qualquer coisa, precisamos ter o máximo de clareza sobre a MISSÃO DA FAMÍLIA. Quem tiver LUZ sobre esta questão, ciências, filosofias, religiões, FORÇAS VIVAS, VENHAM, SEJAM BEM VINDAS, e na medida do possível, confluindo para uma única Síntese, descrevamos qual a MISSÃO DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA.  E com toda verdade, com toda coragem de nos defrontarmos com a VERDADE, nos perguntemos:     Está ela cumprindo a sua MISSÃO?  SIM?  NÃO?   Por quê?  
            Qual a missão da FAMÍLIA dentro de si mesma: COM RELAÇÃO AOS CÔNJUGES? COM RELAÇÃO  AOS  FILHOS? COM RELAÇÃO AOS PAIS? AOS AVÓS? À SOCIEDADE? AO MUNDO?
            Já vimos que a FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA - FC, é a margem donde partiremos para a margem aonde queremos chegar, A FAMÍLIA NOVA.- FN. Essa é a PÁSCOA que é o desafio que nos coloca o ESPIRITO SANTO. A NOSSA VIDA SERÁ ESSA TRAVESSIA.
            Façamos então um elenco de ANÁLISES CRÍTICAS, ou de PESQUISAS a serem realizadas sobre a FC. Pesquisas a serem feitas por Instituições dignas do RECONHECIMENTO DA SOCIEDADE. Vamos partir da PUC MINAS, uma vez que, por 5 anos consecutivos ela vem sendo reconhecida como a melhor Universidade Privada do Brasil. Dentro da PUC, o Reitor, provavelmente, será a pessoa mais apta a escolher ou indicar Órgão ou Órgãos e neles,  pessoas que poderiam Coordenar estas ANÁLISES CRÍTICAS DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA - ACFC.  Supomos que os Coordenadores de alguns Cursos de Graduação possam escolher, para eles, determinadas Análises Críticas. Além de pesquisas coletivas, os Coordenadores poderiam sugerir a alguns alunos, temas para seus TCCs, em consonância com ACFC. Quem sabe, algum Orientador de Mestrando ou Doutorando não poderia fazer o mesmo para suas Dissertação e Tese? Não estaria, com isto, a PUC MINAS, contribuindo decisivamente para o conhecimento da Família Contemporânea e o Conhecimento e a CONSTRUÇÃO da FAMÍLIA NOVA? E sobretudo o conhecimento da Travessia, da PÁSCOA da FC para a FN, INSTAURADORA de um MUNDO NOVO neste nosso Brasil de HOJE?
            Esta ACFC  se constituirá de pesquisas conduzidas com a máxima competência para nos  dar a captação mais fiel da REALIDADE.
             Cremos que muitas instituições vêm surgindo, contemporaneamente, em consequência,  exatamente, do enfraquecimento da família. Surgem com a Esperança de socorrer a FAMÍLIA. Muitas, às vezes, sem nem se aperceber, caminham até para uma substituição da FAMÍLIA. Consequência, a FAMÍLIA enfraquecida, vai aceitando o surgimento dessas instituições, que a enfraquecem ainda mais, e por consequência, aumenta o clamor por mais instituições que a socorram, por se acharem ainda mais fracas. Ora, o de que a FAMÍLIA PRECISA É DE APOIO, PARA QUE, FORTALECIDA, CUMPRA A SUA MISSÃO INTRÍNSECA A SI MESMA E EM TORNO DE SI.  
            Pesquisas, girando em torno do CUSTO/BENEFÍCIO  mais evidente, o financeiro, por exemplo, até  o mais invisível, o mais impalpável e menos quantificável, poderão contribuir para a tomada de decisão, do ponto de vista da Administração Pública, das Políticas Públicas relativas a FAMÍLIA, como também da atividade privada e do do III SETOR, as ONGs.
             Por exemplo:  qual seria o Custo/Benefício maior,  não só para a mãe e o filho, mas também para o Estado e a Sociedade: que a Licença Maternidade seja de um ano como na Itália ou de 4 a 6 meses como aqui agora para o futuro da pessoa na sociedade?
            Qual seria o Custo/Benefício maior: que os cônjuges, devidamente apoiados, superassem suas crises, e levassem adiante sua Família ou simplesmente, recorressem ao divórcio?
            Aqui, os Departamentos de Psicologia Matrimonial e outros semelhantes saberão elaborar as pesquisas mais pertinentes para captar a realidade crítica de muitos casais e encaminhá-los para uma solução vinda de famílias experimentadas em crises e capazes de apoiar  outros casais para superar as suas crises.
QUESTIONÁRIO
1. O QUE MENOS CUSTA E TRAZ MAIOR BENEFÍCIO:
1.1 O Estado abrir e manter Creches, UMEIS, para crianças desde zero  até 4 anos;
1.2  Ou o Estado  apoiar a FAMÍLIA, com políticas públicas, para que ela cuide de seus filhos desde zero até 4 anos?
2.1 O Estado manter casas de recuperação para drogados,
2.2 Ou o Estado apoiar a FAMÍLIA, com políticas públicas, para que ela cuide de seus filhos?
3.1 O Estado multiplicar os asilos, os depósitos  de velhos e velhas?
3.2 Ou o Estado apoiar a Família, com políticas públicas, para que ela cuide de seus idosos?
4.1 O Estado gastar horrores com a depredação e destruição do patrimônio público e privado?
4.2 Ou o Estado investir na FAMÍLIA para ela que cumpra, dignidade e FORÇA, sua missão junto aos FILHOS?
5.1 O Estado






ORAÇÃO PELA NOSSA FAMÍLIA.

1. PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, FAMÍLIA DIVINA, COMUNIDADE DE AMOR (GS, Nº 47), glorifique a nossa FAMÍLIA para que a nossa FAMÍLIA glorifique a Sua (Jo 17). A nossa FAMÍLIA somos nós dois Cenize e eu; José Geraldo, Ana Maria, Ana Luiza e Giulia; João Paulo, Maria Renata, Ana Tereza e João Pedro; André Filipe; Tiago, Keyla, Izabela, Gabriel, e Nícolas; Ana Beatriz, Bruno Rafael, Pedro, Ana Laura e Davi; Maria Estefânia e Bruno Marinho; Maria Clara e Henrique; Ana Luiza; Pedro, Carol e Gabriela; Lucas e Lívia e todos os Familiares, Afilhados e Amigos de Cenize e meus.
2. PAI QUERIDO conceda-nos, as suas bênçãos, do acordar ao adormecer de cada dia de nossa vida, para nos irmos transformando numa COMUNIDADE DE AMOR, (CA)! Uma Comunidade que se relacione como a sua: cada um acolhendo o outro e a ele se doando, sem medo de ser rejeitado, antes, lançando-se aos seus braços, contando com seu total acolhimento.
3. JESUS, que as suas bênçãos nos alcancem esse relacionamento de total acolhimento e de total entrega.  Entrega ao outro de tudo que temos e, sobretudo, do que somos.  Que nós ousemos nos amar como JESUS, sem medo do que venham a dizer os que ignoram as maravilhas  do Espírito, agindo em nossa  carne e em nosso espírito.
4. ESPÍRITO SANTO DE DEUS, com suas bênçãos, sustente-nos nesse esforço. Queremos relacionar-nos com cada familiar, com cada Afilhado, com cada Amigo como vocês. Queremos avançar sempre mais na transformação de nossa FAMÍLIA, ao longo de toda a nossa vida, numa COMUNIDADE DE AMOR.
            Que, naturalmente, nós consigamos levar esse clima de FAMÍLIA, de COMUNIDADE DE AMOR  para o nosso ambiente de trabalho, para o nosso ambiente de lazer, para as nossas festas e para todos os ambientes que frequentamos e que viermos a frequentar  e especialmente para as nossas Amizades.
5. PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, FAMÍLIA DIVINA, COMUNIDADE DE AMOR, conceda-nos tornar-nos cada dia mais, aqui na terra, sua Presença Atuante. Que as suas bênçãos nos  transformem  em Poderoso Fermento que vá mudando, desde a forma mais espontânea até a forma mais organizada, as nossas Famílias Contemporâneas em FAMÍLIAS NOVAS, FAMÍLIAS SAL-DA-TERRA, FAMÍLIAS LUZ-DO-MUNDO.
6. Maria e José, FAMÍLIA que mais que qualquer outra sofreu tanto, desde o seu início até a sua consumação! Maria, você, Esposa de um Marido Divino, Escondido aos olhos do mundo e Pai de seu Divino Filho; Você, Mãe de um FILHO, que, ao crescer no seu ventre a denunciava  de traição ao seu José. Por isso ele já planejara repudiá-la para que você não fosse  apedrejada pelo povo;  Vocês, cujo sofrimento só o céu pôde amainar; que, viveram aquele drama: "Meu Filho, por que agiste assim conosco? Teu Pai e eu, aflitos, por 3 dias,  TE procurávamos"!  -- 'Por que me procuravam? Não sabiam que devo estar na casa de meu PAI'? E, por assim dizer, tiveram sua Maternidade e Paternidade  questionadas!
7. Você,  Maria, Mãe das Dores,  submersa num oceano de dor, ao ver, no seu colo, descido da cruz, o FILHO do seu AMOR, traído, preso, torturado, cuspido e escarrado, ensanguentado, coroado de espinhos, rei de teatro, tido por louco, esmagado pelo peso da cruz,  nas suas  três quedas,  nela pregado, a mais ignominiosa das condenações! Abandonado pelos homens   e pelo  próprio  PAI,  o AMOR!
 Maria, você semeou tanto a chorar e a chorar tanto, que só  esse seu FILHO DIVINO, para transformar  sua torrente de lágrimas em júbilo! Para fazê-la participar do Seu Gozo e de Sua Glória! Maria, Mãe do Ressuscitado, alcance-nos participar  também da Sua RESSURREIÇÃO!
8. Maria, José e JESUS, FAMÍLIA  mais que todas, torturada pelo sofrimento e inundada pelo Gozo e pela Vitória da Ressurreição, alcancem-nos, para nossas FAMÍLIAS, essa mesma vitória, esse mesmo gozo. Alcancem-nos a perseverança e a paciência, para não chutarmos o balde, antes, lutarmos até a VITÓRIA DEFINITIVA, de nos tornarmos FAMÍLIAS NOVAS, INSTAURADORAS DE UM MUNDO NOVO! Amém!


AOS   DOMINGOS

 Além dessa FAMÍLIA, vamos acrescentar outros Familiares, nossos Afilhados e Amigos:  D. Beatriz, e o seu Geraldo, pais de Cenize e Mamãe e Papai. Por fim, os irmãos de Cenize: Célia e Gustavo, com Gustavinho, Bruno, Juliana e Carol;  Celso e Gil, com  Gisele, Eduardo, Henrique e Rony; Suely e Valson, com Deise, Carol, Guilherme e Thaís; seus cônjuges, Gustavo;  e filhos. Depois, os meus irmãos: Gláucio, Nayre e Kátia com seus cônjuges e filhos, como fizemos com nossa Família. Vai ser uma lista maior, mas creio que será saudável lembrá-los ao menos, no Domingo, o dia da FAMÍLIA.